quinta-feira, 31 de julho de 2014

Vida acadêmica

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Viver novamente a atmosfera da academia é sempre uma experiência fascinante. Ao mesmo tempo, trata-se de uma tarefa árdua, que exige obstinação e certa dose de humildade por parte de quem se aventura. É preciso estar com o espírito livre de velhos preconceitos. A mente aberta para o reencontro nem sempre harmonioso com o diferente. 

Nesse percurso, a consciência das minhas próprias limitações intelectuais é a única certeza. Para mim, nunca esse fato foi tão evidente quanto agora. Mas o horizonte que se abre e a possibilidade de interagir com o novo valem o sacrifício. Sim: estou aprendendo novamente. Ou, como dizem os pedagogos, “aprendendo a aprender”. Significa ver com outros olhos e por outros ângulos coisas que até então ignorava. Eis o sentido da reeducação.

Esta semana tive um momento especial desse aprendizado durante a defesa de dissertação de uma amiga, Renata Figueiredo - um trabalho denso em que ela propõe um diálogo entre a arte e o imaginário a partir do estudo das narrativas (contos, lendas e fábulas) de professoras de uma escola pública de São Luís. A banca foi composta pelo professor e orientador João de Deus, pela professora Lélia e pelo teatrólogo Tácito Borralho. 

Renata discorreu cerca de quarenta minutos sobre o tema de sua pesquisa demonstrando segurança e absoluto domínio de conteúdo. Seu referencial teórico incluía, entre outros autores, Gilbert Duran, Gaston Bachelard e Eliana Atihé. O resultado foi que, depois da excelente apresentação, a banca a cobriu de merecidos elogios, e recomendou a publicação de seu trabalho.

A partir de agora, Renata Figueiredo, que também trabalha com teatro, é mestre em educação. Mestre no ofício ensinar e aprender. E está pronta para trilhar voos maiores, incluindo, quem sabe, o doutorado. A mim, que ainda estou dando os primeiros passos nessa longa caminhada, só resta parabenizá-la. E registrar aqui a minha satisfação em ter participado de sua pequena-grande vitória. 

E o prazer de fazer parte do mestrado em educação da Universidade Federal do Maranhão – UFMA. 
Ivandro Coêlho, professsor e jornalista.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Governar é preciso; viver não...


Por: Almir Moreira, advogado.

Governar município cuja renda depende basicamente das transferências obrigatórias repassadas pela União e das benesses oriundas dos governos estaduais não é fácil. E essa situação complica ainda mais quando faltam planejamento e gente em postos de direção capacitada politicamente para defesa do governo e de suas políticas. 


Governante que é governante governa com quem pode lhe proteger e ajudar na formulação das políticas a serem implementadas. Governo não é confraria. Só um exemplo para ilustrar, e que exemplo!, Lula, quando presidente, emplacou na direção do Banco Central nada mais nada menos do que Henrique Meireles, ilustre membro do PSDB; na época, para quem imagina governo como um time de futebol, foi uma verdadeira heresia. 

Dificulta ainda mais a governança o enraizado na nossa cultura política, quando da época eleitoral os candidatos à cata de votos agem como verdadeiros “Messias”. Passam uma mensagem personalista, cultivando a velha prática demagógica cimentada por uma legislação eleitoral excludente e antidemocrática: votem em mim, resolvo tudo. Nas campanhas, têm solução para todos os problemas. Essa postura, repita-se, fruto da lei eleitoral, termina por contribuir para formar um pensamento dominante na sociedade: a insuficiência de recursos não é obstáculo intransponível no caminho para melhorias ou mesmo para a propalada igualdade social. Ambos os lados, maus governantes e povo, perdem a mínima inteligência e não percebem que a tal reivindicação de melhorias e igualdade ao bel-prazer, sem planejamento, organização e uso da verdade e da razão não pode se concretizar diante justamente da falta de recursos – dinheiro não brota do céu. Ambos, incoscientemente ou por demagogia, também por outros motivos tangentes à ordem jurídica, da qual sequer se dão conta, vêm ainda SUCUMBIR suas pretensões diante da pesada mão da União na má distribuição dos tributos, nas regulações excessivas e na coerção sindical. Sindicatos gritam por direitos como se eles brotassem de olhos d’águas, políticos oriundos desse sistema se firmam nas promessas mais mirabolantes e o povo, ah, o povo não foge à regra, espera sereno pelo Estado babá, joga tudo nas contas dos governantes. É este o caldo cultural de nossa política. 

Para esse pensamento, se o preço das “conquistas sociais” é a bancarrota material, a dissolução de valores, o aluimento da moralidade, a deformação do indivíduo, a demolição de toda meritocracia ou a morte dos desejos pessoais, certamente esse preço está disposto a pagar.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Pesquisa analisa aspectos da literatura impressa e digital brasileira contemporânea


Dos e-books aos impressos com temática eletrônica: as crianças e jovens brasileiros têm atualmente à sua disposição uma grande variedade de livros que estabelecem uma conexão entre as linguagens literária e virtual, seguindo as mudanças mundiais que incluem a criação - literária e não literária - em ambientes digitais.

Que dimensões artísticas e computacionais estão sendo exploradas para a configuração desse novo objeto cultural direcionada para a infância e a juventude brasileira? A conjugação dessas dimensões tem possibilitado a produção de narrativas e poesias que resultam numa ampliação da experiência estética desses leitores em formação?

São questões como essas que o professor Diógenes Buenos Aires de Carvalho, da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA pretende responder a partir do mapeamento e análise da produção literária infanto-juvenil brasileira contemporânea. Segundo ele, o diálogo entre a cultura impressa e a cibercultura nessa área ocorre do "oral ao virtual” e “do virtual ao impresso”.

"Desvendar esses dois caminhos é muito vantajoso para a investigação científica, pois possibilita a compreensão da natureza híbrida do processo da criação literária para crianças e jovens no entrecruzar da cultura impressa e da cibercultura, além dos mecanismos estéticos, estilísticos e cibernéticos que envolvem essa produção cultural", defendeu o pesquisador.

Diógenes Aires afirmou ainda que a pesquisa pode revelar os "novos protocolos de leitura que surgem e que o leitor em formação deve dominar a fim de que o ato de ler se transforme numa experiência estética".

O projeto do professor Diógenes envolve quatro etapas: na primeira, os pesquisadores farão a leitura e a discussão dos pressupostos teóricos da pesquisa. Na segunda, o mapeamento da produção literária infanto-juvenil brasileira contemporânea, que dialoga com a tecnologia nos suportes impressos e/ou virtuais. Na terceira etapa da pesquisa, será feita a seleção das obras literárias impressas. Por último, a equipe escolherá e-books literários hipertextuais/hipermidiáticas para crianças e jovens.

A pesquisa "A Literatura Brasileira Contemporânea: Entre o Impresso e o Virtual" é apoiada pela Fapema, por meio do Edital Universal (Nº 30/2010), e conta com a participação da professora Vera Teixeira de Aguiar, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), além de alunos do curso de letras da UEMA, em Caxias.
Ivandro Coêlho, professor e jornalista.

(Este texto também foi publicado no site da Fapema)

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Pesquisa busca monitoramento e conservação de pequenos mamíferos na região de Chapadinha


Investigar características das populações de pequenos mamíferos do cerrado Maranhense, tais como tamanho populacional, estrutura etária, padrão de movimentação e carga parasitária. Esse é o foco central de uma pesquisa coordenada pela professora Dra. Fernanda Rodrigues Fernandes, da Universidade Federal do Maranhão - Campus de São Bernardo, e que conta com o apoio da FAPEMA.

O estudo teve início em agosto de 2012 numa área de cerrado de 700 hectares da Fazenda Macajuba, localizada no município de Chapadinha, a 250 km de São Luís-MA.

Outro professor, Leonardo Dominici Cruz, também auxilia nas atividades de campo, processamento e análise de dados da pesquisa, juntamente com alunos de graduação e pós-graduação dos campi de São Luís e São Bernardo.

De acordo com a professora Fernanda Rodrigues, as informações coletadas vão servir para orientar ações visando ao manejo e à conservação de pequenos mamíferos do cerrado, em especial marsupiais e roedores.

“Esse monitoramento possibilita a observação de possíveis alterações nas características ecológicas e de história de vida entre diferentes populações de uma espécie, bem como a necessidade de manejo e conservação de populações com risco de extinção”, explicou pesquisadora.

Além dos dados sobre padrões da ecologia populacional, dieta, área de vida e parasitismo das espécies, os pesquisadores irão investigar se fatores como sazonalidade, densidade populacional e carga parasitária influenciam na dinâmica demográfica das populações.

Também querem saber se tamanho médio tamanho corporal, sexo e sazonalidade contribuem significativamente para a variação no tamanho da área de vida.

“Muitas questões podem ser respondidas através de estudos de longo prazo sobre as populações, interações entre as espécies e seu ambiente, bem como sobre as relações de parasitismo”, disse Fernanda Rodrigues.

Ivandro Coêlho, professor e jornalista.

(Texto também publicado no site da Fapema)

segunda-feira, 14 de julho de 2014

V Seminário Arte e Imaginário na Educação

 
SÃO LUÍS - Será realizado entre os dias 6 e 8 do próximo mês, no Auditório da Biblioteca Setorial da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o V Seminário sobre Arte e Imaginário na Educação, organizado pelo Grupo de Pesquisa Arte, Cultura e Imaginário na Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFMA – GSACI/PPGE, cujo objetivo é discutir os paradigmas emergentes em cultura e educação, pretendendo igualmente refletir sobre a arte como poderoso mediador simbólico, o qual, com imagens, estimula a recriar e projetar no mundo e o prepara para retomar o viver em comunidade, do qual confere significado enquanto indivíduos, ancorando no passado, ajudando a viver o presente em plenitude e dirigindo para um futuro melhor. O encontro tem como público pesquisadores e docentes de arte, filosofia e letras e de todos os interessados na áreas do saber. Para estudantes o investimento é de R$ 15 já para profissionais, R$ 30. A ficha pode ser obtida no site do mestrado em educação.

O evento está dividido em quatro eixos: Arte e Alma Brasileira, que, por sua vez, inclui todos os trabalhos sobre especificidades de cada lugar; Pesquisa em Imaginário e Educação da Alma; Educação e Espiritualidade e, por último, Escola e a Educação da Alma (com Palestras, Mesas-redondas, Oficinas e Mini-cursos). Segundo o professor e coordenador do evento, João de Deus, o encontro propõe mostrar para a sociedade que é possível criar uma educação para o reencantamento do mundo em que haja equilíbrio entre a razão e a emoção.

Ele disse ainda que o seminário está voltado para paradigmas emergentes em cultura e educação, pretendendo discutir como e por quais razões a escola tem evitado debater e incluir, em seus currículos e programas, as possiblidades de uma educação do cultivo da alma, impedindo assim a humanização plena daqules a quem cabe a ela informar.

Na abertura, o evento contará com tema: "Culto, Cultivo, Cultura, o paradigma da alma e uma educação e reencatamento do mundo", apresentada pela professora Eliana Brage Aloia Atihé, de Ateliê Ocuili, de São Paulo. No segundo dia será realizada uma mesa-redonda com o tema “Arte e Alma Maranhense” que, por sua vez, contará com a presença do compositor Maranhense, Joãozinho Ribeiro, declamação de poesia, com Ailton Santos Silva, e apresentação de teatro com o professor e diretor teatral Luis Pazzini.

No último dia, o evento encerrará com a palestra do professor de Teologia e Ciência da Religião da Universidade de Laval (Canadá), Ângelo Cardeta, que abordará sobre a importância da hermenêutica simbólica no contexto social.

Mais informações envie um e-mail para gsaciufma@gmail.com ou pelo telefone (98) 3272-8660.
 
(Fonte - site UFMA)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A COPA E O ROUGE


Por: Almir Moreira, advogado.

A excitação do brasileiro quando torce pela seleção é algo de chamar a atenção. A emoção transborda toma conta da razão. Talvez seja o único momento onde o consenso se estabeleça em benefício de um objetivo comum. Alguns poucos, que não acompanham todo esse arrebatamento, torcem para que essa euforia contagiante, esse momento de deslumbramento, se converta um dia em uma união a favor do crescimento e desenvolvimento de nossa nação. 

Mas em parte isso é compreensível. A copa é um grande evento midiático cuja realização ocorre de quatro em quatro anos, e a seleção brasileira é - ou era - muito grande devido às suas conquistas e aos mitos formados por ela quando o futebol ainda se encontrava num campo de sonhos e magia. Cabe a nós sabermos fazer a distinção. 

Hilariante “as grandes matérias” nas mídias enaltecendo e mostrando a euforia e o contentamento do povo brasileiro com a Copa. Francamente, causa espécie tamanha alegria? O brasileiro paga o dobro por qualquer produto comparado às economias mais desenvolvidas e organizadas, tem os juros mais altos do mundo, não tem segurança, o ensino é discutível, a saúde é um caos... Gritam de alegria de quê? Só à custa de muita muita bebida, ou do circo midiático que se tornou a Copa do Mundo de futebol. 

Tudo que funcionou bem foi dentro e no entorno dos estádios por exigência e organização da FIFA. O resto - ora o resto! - continua "tudo como dantes no quartel de Abrantes". Vamos continuar votando debaixo do cabresto dessa lei eleitoral permissiva de coligações as mais espúrias, favorecedora de candidatos encostados no poder e endinheirados, e da nefasta concepção de que o marketing prevalece sobre a idéia. Vale mais rouge na cara do que um pensamento. 

Acho que o povo brasileiro no geral tem, sim, muita dificuldade de separar as coisas. O clima de festa e de “com a gente ninguém pode” está no ar (ou estava, até a derrota da seleção), embalado por uma musiquinha chata, dessas de doer ("sou brasileiro com muito orgulho com muito amor "), que, fora da nossa verdade real, só nos leva ao dito há certo tempo por Diogo Mainardi: "O grande mal do Brasil é o 'otimismo psicótico' do brasileiro". 

Gente envolvida na crítica ou atuante como formador de opinião não deve se submeter a esse estado de anestesia geral. Conhecer as coisas, os fenômenos, é o ato de conhecer as suas causas; ultrapassado o vislumbre futebolístico, tratado mais para o business do que para o esporte em si, a volta à realidade é imperiosa, servindo a união dos torcedores na sua torcida frenética pela seleção como bom exemplo a se estender ao nosso dia a dia, para a batalha por um país mais digno de se viver. Foi a unidade de certos povos a responsável pela riqueza das Nações, hoje tidas como prósperas.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A Justiça e a Lei

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Por: Almir Moreira, advogado.

Nesta terra de honestos e sabichões, salta aos olhos a quantidade de opiniões a respeito de alguns assuntos. Geralmente é gente engajada na política a puxar a fila dos entendidos. Sem entender bulhufas de certas matérias, ainda assim, cinicamente cospem "argumentos" de todo jeito (servindo a seus interesses, tudo pode!).

No futebol, até que vez em quando dão uma dentro – a paixão aqui é justificável. Noutras áreas, porém, a paixão os cega. Foi assim com o caso referente ao concurso público realizado pela Prefeitura. Bastou um questionamento no Judiciário a respeito de situação particular para logo enxergarem vício em tudo. Em poucas horas, "doutos" do pensamento genérico instruíram e sentenciaram. 

Submetido o processo à realidade - crivo do Juiz, sob análise científica -, exaurida a parte do devido processo legal, pode-se vislumbrar, por meio de decisão interlocutória proferida recentemente, que o concurso será mantido. Esse o vaticínio de então, que pôs abaixo os esquálidos argumentos dos sabichões. 

Sem entenderem nada a respeito da distinção entre lei (ditame da razão prática), direito (pressuposto do justo natural) e justiça (virtude moral e social), arvoraram-se a condição de Juízes ou de experts no tema, e coisinhas de latrina salpicaram nas mídias da moda.

A lei para acudir dois aspectos importantes - o bem comum e seu fim pedagógico - precisa sempre partir do seguinte pressuposto: uma lei que não atente para a razão não é propriamente lei, mas perversão da lei. Alguém já disse, em síntese: "é impossível que o indivíduo seja bom se não guarda certa proporção com o bem comum da cidade onde vive". De modo análogo, isso se estende à norma jurídica. 

Ora, as decisões judiciais fundam-se nessas mesmas premissas, afinal tornam-se leis entre as partes. Pela leitura dessa decisão, percebe-se que o Juiz responsável por ela é daqueles que leu e concordou com esses princípios fundantes do sentimento de justiça, presentes desde o clássico de Sófocles, a obra Antígona, em que o conceito de justiça está além do sentido puro e frio da lei.

A névoa preconceituosa aliada à politicagem do quanto pior melhor, somadas ainda à vulgaridade desse tipo de pensamento desprovido de conhecimento elementar - como o do princípio apontado - definem o atual padrão político-jornalístico em que jazemos, cujas peripécias maldosas de todos os jeitos vão sendo disseminadas.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Chapadinha: juiz revoga liminar que suspendia concurso público



Em decisão publicada nesta quarta-feira, 25, o juiz Cristiano Simas de Sousa deu parecer favorável ao pedido de revogação da liminar que suspendia temporariamente o concurso público de Chapadinha. O pedido havia sido formulado pelos candidatos Valdivan Alves do Nascimento, Kelsianne Henrique Aguiar, Maria do Rosário de Almeida Lima Filha, Mauro Reges Borges Amorim e Rivane Diniz Rego. 

De acordo com a decisão, o concurso ficará suspenso apenas para a candidata Aurilane Mascarenhas de Sousa. Para os demais candidatos, o concurso deve seguir normalmente. Veja abaixo integra da decisão. Depois voltaremos a comentar o assunto.

Sob tal norte, manter a suspensão do certame em sua completude seria onerar, demasiadamente, os demais candidatos que lograram êxito classificatório, o que representaria, inelutavelmente, patente violação aos seus direitos fundamentais, notadamente no que se refere à consolidação de uma ordem jurisdicional justa e equânime na relevante função de distribuir a justiça. 

É que, reafirmo, quanto aos demais classificados, não existe qualquer ação judicial impugnativa. A única discussão acerca do desempenho dos candidatos deste certame circunscreve-se, unicamente, a candidata Aurilane Mascarenha de Sousa. O ato administrativo que redundou na classificação dos demais candidatos restou hígido, sem qualquer oposição, logo, até este momento, alcançado pelo princípio da presunção de legitimidade dos atos administrativos. 

Desta forma, em deferindo o pedido formulado por Valdivan Alves do Nascimento, Kelsianne Henrique Aguiar, Maria do Rosário de Almeida Lima Filha, Mauro Reges Borges Amorim e Rivane Diniz Rego, chamo o feito a ordem para revogar parcialmente a liminar concedida e mantê-la hígida somente em relação à candidata Aurilane Mascarenha de Sousa, devendo o certame, somente em relação a esta, permanecer suspenso. 

Quanto aos demais candidatos, determino que o concurso siga seu trâmite normal até seus ulteriores termos.Tal entendimento não causará qualquer prejuízo, já que a candidata Aurilane Mascarenha de Sousa fora classificada na 28ª (vigésima oitava) posição para o cargo a que concorreu, com previsão de 10 (dez) vagas para provimento inicial. Entretanto, caso a municipalidade resolva nomear candidatos além deste número de vagas, determino seja reservada uma, sem qualquer nomeação, até deliberação posterior deste Juízo. 
Outrossim, determino seja a contestante Aurilane Mascarenha de Sousa e Adriana de Alexandre Pontes intimadas para que, no prazo de 10 (dez) dias, regularizarem suas representações em Juízo.Após, encaminhem-se os autos ao Ministério Púbico Estadual para os devidos fins.Intimem-se.Cumpra-se. Chapadinha (MA), 25 de junho de 2014. Juiz CRISTIANO SIMAS DE SOUSA. Titular da 1ª Vara da Comarca de Chapadinha Resp: 95877.

Fonte: Chapadinhablog