sexta-feira, 18 de julho de 2014

Pesquisa busca monitoramento e conservação de pequenos mamíferos na região de Chapadinha


Investigar características das populações de pequenos mamíferos do cerrado Maranhense, tais como tamanho populacional, estrutura etária, padrão de movimentação e carga parasitária. Esse é o foco central de uma pesquisa coordenada pela professora Dra. Fernanda Rodrigues Fernandes, da Universidade Federal do Maranhão - Campus de São Bernardo, e que conta com o apoio da FAPEMA.

O estudo teve início em agosto de 2012 numa área de cerrado de 700 hectares da Fazenda Macajuba, localizada no município de Chapadinha, a 250 km de São Luís-MA.

Outro professor, Leonardo Dominici Cruz, também auxilia nas atividades de campo, processamento e análise de dados da pesquisa, juntamente com alunos de graduação e pós-graduação dos campi de São Luís e São Bernardo.

De acordo com a professora Fernanda Rodrigues, as informações coletadas vão servir para orientar ações visando ao manejo e à conservação de pequenos mamíferos do cerrado, em especial marsupiais e roedores.

“Esse monitoramento possibilita a observação de possíveis alterações nas características ecológicas e de história de vida entre diferentes populações de uma espécie, bem como a necessidade de manejo e conservação de populações com risco de extinção”, explicou pesquisadora.

Além dos dados sobre padrões da ecologia populacional, dieta, área de vida e parasitismo das espécies, os pesquisadores irão investigar se fatores como sazonalidade, densidade populacional e carga parasitária influenciam na dinâmica demográfica das populações.

Também querem saber se tamanho médio tamanho corporal, sexo e sazonalidade contribuem significativamente para a variação no tamanho da área de vida.

“Muitas questões podem ser respondidas através de estudos de longo prazo sobre as populações, interações entre as espécies e seu ambiente, bem como sobre as relações de parasitismo”, disse Fernanda Rodrigues.

Ivandro Coêlho, professor e jornalista.

(Texto também publicado no site da Fapema)

segunda-feira, 14 de julho de 2014

V Seminário Arte e Imaginário na Educação

 
SÃO LUÍS - Será realizado entre os dias 6 e 8 do próximo mês, no Auditório da Biblioteca Setorial da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o V Seminário sobre Arte e Imaginário na Educação, organizado pelo Grupo de Pesquisa Arte, Cultura e Imaginário na Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFMA – GSACI/PPGE, cujo objetivo é discutir os paradigmas emergentes em cultura e educação, pretendendo igualmente refletir sobre a arte como poderoso mediador simbólico, o qual, com imagens, estimula a recriar e projetar no mundo e o prepara para retomar o viver em comunidade, do qual confere significado enquanto indivíduos, ancorando no passado, ajudando a viver o presente em plenitude e dirigindo para um futuro melhor. O encontro tem como público pesquisadores e docentes de arte, filosofia e letras e de todos os interessados na áreas do saber. Para estudantes o investimento é de R$ 15 já para profissionais, R$ 30. A ficha pode ser obtida no site do mestrado em educação.

O evento está dividido em quatro eixos: Arte e Alma Brasileira, que, por sua vez, inclui todos os trabalhos sobre especificidades de cada lugar; Pesquisa em Imaginário e Educação da Alma; Educação e Espiritualidade e, por último, Escola e a Educação da Alma (com Palestras, Mesas-redondas, Oficinas e Mini-cursos). Segundo o professor e coordenador do evento, João de Deus, o encontro propõe mostrar para a sociedade que é possível criar uma educação para o reencantamento do mundo em que haja equilíbrio entre a razão e a emoção.

Ele disse ainda que o seminário está voltado para paradigmas emergentes em cultura e educação, pretendendo discutir como e por quais razões a escola tem evitado debater e incluir, em seus currículos e programas, as possiblidades de uma educação do cultivo da alma, impedindo assim a humanização plena daqules a quem cabe a ela informar.

Na abertura, o evento contará com tema: "Culto, Cultivo, Cultura, o paradigma da alma e uma educação e reencatamento do mundo", apresentada pela professora Eliana Brage Aloia Atihé, de Ateliê Ocuili, de São Paulo. No segundo dia será realizada uma mesa-redonda com o tema “Arte e Alma Maranhense” que, por sua vez, contará com a presença do compositor Maranhense, Joãozinho Ribeiro, declamação de poesia, com Ailton Santos Silva, e apresentação de teatro com o professor e diretor teatral Luis Pazzini.

No último dia, o evento encerrará com a palestra do professor de Teologia e Ciência da Religião da Universidade de Laval (Canadá), Ângelo Cardeta, que abordará sobre a importância da hermenêutica simbólica no contexto social.

Mais informações envie um e-mail para gsaciufma@gmail.com ou pelo telefone (98) 3272-8660.
 
(Fonte - site UFMA)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A COPA E O ROUGE


Por: Almir Moreira, advogado.

A excitação do brasileiro quando torce pela seleção é algo de chamar a atenção. A emoção transborda toma conta da razão. Talvez seja o único momento onde o consenso se estabeleça em benefício de um objetivo comum. Alguns poucos, que não acompanham todo esse arrebatamento, torcem para que essa euforia contagiante, esse momento de deslumbramento, se converta um dia em uma união a favor do crescimento e desenvolvimento de nossa nação. 

Mas em parte isso é compreensível. A copa é um grande evento midiático cuja realização ocorre de quatro em quatro anos, e a seleção brasileira é - ou era - muito grande devido às suas conquistas e aos mitos formados por ela quando o futebol ainda se encontrava num campo de sonhos e magia. Cabe a nós sabermos fazer a distinção. 

Hilariante “as grandes matérias” nas mídias enaltecendo e mostrando a euforia e o contentamento do povo brasileiro com a Copa. Francamente, causa espécie tamanha alegria? O brasileiro paga o dobro por qualquer produto comparado às economias mais desenvolvidas e organizadas, tem os juros mais altos do mundo, não tem segurança, o ensino é discutível, a saúde é um caos... Gritam de alegria de quê? Só à custa de muita muita bebida, ou do circo midiático que se tornou a Copa do Mundo de futebol. 

Tudo que funcionou bem foi dentro e no entorno dos estádios por exigência e organização da FIFA. O resto - ora o resto! - continua "tudo como dantes no quartel de Abrantes". Vamos continuar votando debaixo do cabresto dessa lei eleitoral permissiva de coligações as mais espúrias, favorecedora de candidatos encostados no poder e endinheirados, e da nefasta concepção de que o marketing prevalece sobre a idéia. Vale mais rouge na cara do que um pensamento. 

Acho que o povo brasileiro no geral tem, sim, muita dificuldade de separar as coisas. O clima de festa e de “com a gente ninguém pode” está no ar (ou estava, até a derrota da seleção), embalado por uma musiquinha chata, dessas de doer ("sou brasileiro com muito orgulho com muito amor "), que, fora da nossa verdade real, só nos leva ao dito há certo tempo por Diogo Mainardi: "O grande mal do Brasil é o 'otimismo psicótico' do brasileiro". 

Gente envolvida na crítica ou atuante como formador de opinião não deve se submeter a esse estado de anestesia geral. Conhecer as coisas, os fenômenos, é o ato de conhecer as suas causas; ultrapassado o vislumbre futebolístico, tratado mais para o business do que para o esporte em si, a volta à realidade é imperiosa, servindo a união dos torcedores na sua torcida frenética pela seleção como bom exemplo a se estender ao nosso dia a dia, para a batalha por um país mais digno de se viver. Foi a unidade de certos povos a responsável pela riqueza das Nações, hoje tidas como prósperas.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A Justiça e a Lei

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Por: Almir Moreira, advogado.

Nesta terra de honestos e sabichões, salta aos olhos a quantidade de opiniões a respeito de alguns assuntos. Geralmente é gente engajada na política a puxar a fila dos entendidos. Sem entender bulhufas de certas matérias, ainda assim, cinicamente cospem "argumentos" de todo jeito (servindo a seus interesses, tudo pode!).

No futebol, até que vez em quando dão uma dentro – a paixão aqui é justificável. Noutras áreas, porém, a paixão os cega. Foi assim com o caso referente ao concurso público realizado pela Prefeitura. Bastou um questionamento no Judiciário a respeito de situação particular para logo enxergarem vício em tudo. Em poucas horas, "doutos" do pensamento genérico instruíram e sentenciaram. 

Submetido o processo à realidade - crivo do Juiz, sob análise científica -, exaurida a parte do devido processo legal, pode-se vislumbrar, por meio de decisão interlocutória proferida recentemente, que o concurso será mantido. Esse o vaticínio de então, que pôs abaixo os esquálidos argumentos dos sabichões. 

Sem entenderem nada a respeito da distinção entre lei (ditame da razão prática), direito (pressuposto do justo natural) e justiça (virtude moral e social), arvoraram-se a condição de Juízes ou de experts no tema, e coisinhas de latrina salpicaram nas mídias da moda.

A lei para acudir dois aspectos importantes - o bem comum e seu fim pedagógico - precisa sempre partir do seguinte pressuposto: uma lei que não atente para a razão não é propriamente lei, mas perversão da lei. Alguém já disse, em síntese: "é impossível que o indivíduo seja bom se não guarda certa proporção com o bem comum da cidade onde vive". De modo análogo, isso se estende à norma jurídica. 

Ora, as decisões judiciais fundam-se nessas mesmas premissas, afinal tornam-se leis entre as partes. Pela leitura dessa decisão, percebe-se que o Juiz responsável por ela é daqueles que leu e concordou com esses princípios fundantes do sentimento de justiça, presentes desde o clássico de Sófocles, a obra Antígona, em que o conceito de justiça está além do sentido puro e frio da lei.

A névoa preconceituosa aliada à politicagem do quanto pior melhor, somadas ainda à vulgaridade desse tipo de pensamento desprovido de conhecimento elementar - como o do princípio apontado - definem o atual padrão político-jornalístico em que jazemos, cujas peripécias maldosas de todos os jeitos vão sendo disseminadas.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Chapadinha: juiz revoga liminar que suspendia concurso público



Em decisão publicada nesta quarta-feira, 25, o juiz Cristiano Simas de Sousa deu parecer favorável ao pedido de revogação da liminar que suspendia temporariamente o concurso público de Chapadinha. O pedido havia sido formulado pelos candidatos Valdivan Alves do Nascimento, Kelsianne Henrique Aguiar, Maria do Rosário de Almeida Lima Filha, Mauro Reges Borges Amorim e Rivane Diniz Rego. 

De acordo com a decisão, o concurso ficará suspenso apenas para a candidata Aurilane Mascarenhas de Sousa. Para os demais candidatos, o concurso deve seguir normalmente. Veja abaixo integra da decisão. Depois voltaremos a comentar o assunto.

Sob tal norte, manter a suspensão do certame em sua completude seria onerar, demasiadamente, os demais candidatos que lograram êxito classificatório, o que representaria, inelutavelmente, patente violação aos seus direitos fundamentais, notadamente no que se refere à consolidação de uma ordem jurisdicional justa e equânime na relevante função de distribuir a justiça. 

É que, reafirmo, quanto aos demais classificados, não existe qualquer ação judicial impugnativa. A única discussão acerca do desempenho dos candidatos deste certame circunscreve-se, unicamente, a candidata Aurilane Mascarenha de Sousa. O ato administrativo que redundou na classificação dos demais candidatos restou hígido, sem qualquer oposição, logo, até este momento, alcançado pelo princípio da presunção de legitimidade dos atos administrativos. 

Desta forma, em deferindo o pedido formulado por Valdivan Alves do Nascimento, Kelsianne Henrique Aguiar, Maria do Rosário de Almeida Lima Filha, Mauro Reges Borges Amorim e Rivane Diniz Rego, chamo o feito a ordem para revogar parcialmente a liminar concedida e mantê-la hígida somente em relação à candidata Aurilane Mascarenha de Sousa, devendo o certame, somente em relação a esta, permanecer suspenso. 

Quanto aos demais candidatos, determino que o concurso siga seu trâmite normal até seus ulteriores termos.Tal entendimento não causará qualquer prejuízo, já que a candidata Aurilane Mascarenha de Sousa fora classificada na 28ª (vigésima oitava) posição para o cargo a que concorreu, com previsão de 10 (dez) vagas para provimento inicial. Entretanto, caso a municipalidade resolva nomear candidatos além deste número de vagas, determino seja reservada uma, sem qualquer nomeação, até deliberação posterior deste Juízo. 
Outrossim, determino seja a contestante Aurilane Mascarenha de Sousa e Adriana de Alexandre Pontes intimadas para que, no prazo de 10 (dez) dias, regularizarem suas representações em Juízo.Após, encaminhem-se os autos ao Ministério Púbico Estadual para os devidos fins.Intimem-se.Cumpra-se. Chapadinha (MA), 25 de junho de 2014. Juiz CRISTIANO SIMAS DE SOUSA. Titular da 1ª Vara da Comarca de Chapadinha Resp: 95877.

Fonte: Chapadinhablog

sexta-feira, 20 de junho de 2014

SÍSIFO E OS FALANTES DA CHAPADA

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Por: Almir Moreira. advogado.

Na mitologia grega, Sísifo é condenado pelos deuses a empurrar um bloco de mármore montanha acima somente para, atingido o topo, vê-lo rolar até a base, e assim sucessivamente, eternidade adentro. Eis como se sente o povo brasileiro diante da política partidária e de governo, repetitiva dos mesmos fatos ao longo da história brasileira: ineficiência, jogo de compadres e postura de dono da coisa pública – patrimonialismo, como batizou Faoro. Sai governo e entra governo, sai parlamentar e entra parlamentar, e a situação quase não muda. 

Num programa local de rádio, apelidado de programa de notícia e debate, donde uma curriola do mesmo partido passa horas e horas a selecionar notícias e opinião, claro!, as que lhes interessam, os coitados, como o cachorro que corre em círculos atrás do próprio rabo, recentemente queixavam-se do próprio povo pelo fato de essa situação perdurar. Diziam os falsos letrados: “falta participação, as pessoas não se interessam pela política, não se candidatam, votam mal”, e mais outras baboseiras. Típico papo de ignorantes ousados. 

Enquanto estivermos submetidos ao sistema político eleitoral vigente, impeditivo na prática de qualquer cidadão se candidatar, continuaremos a assistir ao desenrolar da política sempre nestes mesmos termos como ocorre hoje. Nossa “democracia” só está servindo para baderna. Pode-se obstruir ruas e estradas, invadir bens públicos e privados, depredar, xingar à vontade e até com o uso de drogas ilegais já há certa tolerância. A libertinagem é tamanha ao ponto de alguns bacanas andarem ouriçados para retirar das repartições públicas o crucifixo do CRISTO, símbolo religioso, sim, mas também expressão dos valores morais fundantes da civilização ocidental. 

Democracia que permite na sua propaganda eleitoral carreata, realização de reunião ou comício de forma desmesurada, truques mediáticos, como participação de terceiros na propaganda do candidato, frouxidão nas alianças entre partidos, o “santo” Lula anda de braços dados hoje com o “satânico” Maluf, não é democracia, é caricatura de democracia. Reeleição para segundo mandato executivo, e reeleição sem fim para o Legislativo não é democracia, é farrapo de democracia. Nossa cultura ainda não permite isso. Escolha de Ministros das mais altas Cortes de Justiça pelos chefes dos executivos pode ser tudo, menos democracia. Na prática, esse sistema repete entulhos jurídicos do tempo da ditadura. Não foi à toa a sobrevida dos políticos oriundos do regime militar. Com roupagem nova; porém, excludente diante das dificuldades de ordem financeira criadas pelos embaraços jurídicos, como os acima citados, vai perdurando esse sistema político privilegiador de grupos. 

Pois bem, o que foi feito após a redemocratização do país, principalmente, após a chegada da esquerda ao poder para modificar esse estado de coisas? Quase nada! O coração desse sistema continua batendo firme. Até excrescências, como a figura do suplente de senador, nos moldes como está, continuam mantidas. Poder pelo poder continua valendo. Mas, como selecionadores de notícias, essa turma omite, por malandragem ou por incompetência, que a influência do dinheiro nas eleições, por exemplo, é fruto desse sistema político eleitoral alimentado e preservado pelo Governo Federal. Pregam essa cantarola com um único fim: partidário. Só reclamam dos seus cidadãos ou choramingam enquanto oposição localizada, calam diante do sistema geral dominante sob o comando da União Federal, calam diante do solapar financeiro realizado por esse poder central feito aos Municípios brasileiros.

Não, meus caros, nosso problema não é, a priori, na base. O mito de Sísifo só é trágico porque o herói sabe da inutilidade de seu esforço. Mas esta clarividência, ao contrário de o torturar, consuma a sua vitória sobre o destino inexorável: “a luta em direção aos cumes basta, ela própria, para preencher um coração de homem. Deve-se imaginar Sísifo feliz”. Esses falantes de plantão nem isso entendem!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Última chance para Baleco: ou declara extinto o mandato de Eduardo Sá ou perde a presidência do Legislativo


O presidente da Câmara Municipal de Chapadinha, Nonato Baleco, tem hoje a última chance para cumprir o que determina a lei, decretando extinto o mandato do vereador Eduardo Sá por acúmulo ilegal de cargo. O pedido foi feito há mais de um mês pelo oficial de justiça Jonnay Alves e, segundo advogados ouvidos pelo blog, Baleco já deveria ter tomado essa decisão desde o dia 08 de maio, na primeira sessão após o requerimento.
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No entanto, o presidente da Câmara vem protelando a decisão, talvez por acreditar que a questão possa se arrastar até o fim do seu mandato no Legislativo, o que pode ser um equívoco fatal. O certo é que o vereador Eduardo Sá já apresentou sua defesa e o requerimento de Jonnay Alves também já passou pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final da Câmara, que emitiu parecer favorável ao pedido de extinção do mandato de Sá. 
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No parecer da Comissão, composta pelos vereadores Eduardo Braga (vice-presidente), Lívia Saraiva (relatora) e Samuel Nistron (presidente), os parlamentares argumentam que “por incidir em situação de incompatibilidade intransponível, mentir e usar de desfaçatez ao informar a esta Câmara Municipal que se afastava do parlamento para tratar de assunto particular, quando na verdade assumiu cargo em comissão na capital maranhense, não resta alternativa, a declaração da extinção de seu mandato pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal, sob pena de Vossa Excelência sofrer as reprimendas da norma legal”. 
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No entanto, caso o presidente da Câmara insista no erro e não declare extinto o mandato do vereador Eduardo Sá na sessão desta segunda-feira (16), Nonato Baleco corre o risco de perder a presidência da Casa e responder por crime de responsabilidade ou prevaricação. A questão será decidida então pela via judicial, e não dependerá mais da boa vontade de Baleco. 




Segundo uma fonte do próprio parlamento, a ex-vereadora Graça Nunes, suplente de Eduardo Sá, já constituiu advogado e está somente esperando o resultado da sessão de hoje para ajuizar ação pedindo a declaração de extinção do mandato de Eduardo Sá e a posse no cargo. Depois disso, poderá ser tarde demais para Baleco. Será que desta vez o presidente vai ouvir a voz da razão?

Entenda o caso 

Eduardo Sá: acusado de acúmulo ilegal  de cargo e de mentir para seus próprios colegas de parlamento

Tudo começou quando o oficial de justiça Jonnay Alves entrou com um requerimento na Câmara pedindo ao presidente que declarasse extinto do mandato do vereador Eduardo Sá (imagem acima) por acúmulo ilegal de cargo. Segundo a representação, o parlamentar estaria exercendo o cargo comissionado de Superintendente de Recursos Florestais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Estado do Maranhão desde março de 2014, o que fere a Constituição Federal. 

Para comprovar as acusações, foram anexadas ao requerimento cópia do Diário Oficial do Poder Executivo do Estado do Maranhão, de 20 de março de 2014, e um despacho interno encaminhado pelo Vereador Eduardo Sá no dia 29 de abril, já como superintendente da SEMA, inclusive com o número da sua matricula no órgão: 24442899.

O documento dizia também que o parlamentar havia pedido licença à Câmara para tratamento de interesse particular e não para ocupar outro cargo público, “incidindo em conduta proibida, vedada, incompatível e claramente afrontosa ao Artigo 54 da Constituição Federal, de aplicação obrigatória a todos os ocupantes de cargos no Legislativo nas três esferas da federação, inclusive aos vereadores, conforme dispõe o artigo 29 também da Constituição Federal”.
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Ainda segundo a representação, mesmo que licenciado, Eduardo Sá não poderia acumular o cargo de vereador com o de Superintendente de Recursos Florestais, cargo estadual demissível ad nutum, pois a Constituição Federal não prevê a hipótese de afastamento para ocupar tal cargo, não podendo nem mesmo a Câmara Municipal autorizar tal afastamento fora das exceções previstas na Carta Magna.
Ivandro Coêlho, professor e jornalista.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Chapadinha: Produção de arroz recorde no povoado Nova Belém

Por: Suzenne Costa - SECOM

E isso graças ao apoio da Prefeitura de Chapadinha, através da secretaria de agricultura

A cultura mais forte no povoado Nova Belém é a do arroz. Daqui os agricultores tiram o sustento da família. Mas a produção nos últimos anos estava caindo por causa do desgaste da terra. O local não recebia um serviço de correção de solo desde que começou a ser utilizado para o plantio. Mas com um governo que pensa no lavrador a situação por aqui hoje, é outra! De acordo com os próprios moradores, a produção esse ano vai ser recorde. Isso graças ao apoio dado pela Prefeitura de Chapadinha, através da secretaria de agricultura. 


“ Esse ano pode ser considerado um ano recorde na produção. Esse ano, que já foi na gestão da prefeita Belezinha mandou o trator no período certo, começou em dezembro. Essa grande produção que temos aqui tem tudo a ver com o trato da terra no período correto. E isso graças ao apoio da prefeita”, disse o agricultor, Francisco Nunes Bezerra.

Antes, quando os produtores conseguiam as máquinas para aradar a terra, eram eles que arcavam com as despesas do combustível e com o pessoal. Essa prática ficou na passado. No governo de Ducilene Belezinha o produtor só tem que cultivar, o resto ficou por conta da prefeitura.

“ Nós pagava o preço que pediam. Ela mandou aradar tudo por conta dela. O que dependeu da prefeitura ela fez. E nós esperamos que esse ano o apoio venha novamente”, afirmou o agricultor, Osvaldo Oliveira Castro.
 
A meta de produção no povoado Nova Belém foi superada este ano, mesmo com as condições do tempo não tendo sido favoráveis, a safra de 2014 superou a de 2013. O período agora é de colheita, as bajas do arroz cresceram e já estão quase no ponto. E assim que for possível uma nova cultura será plantada aqui para ajudar a recompor os nutrientes de que a terra necessita.

“A gente aqui conseguiu atingir uma meta mais alta. Quase atingimos os 100% de qualidade, mesmo com as poucas chuvas. Quando terminarmos de colher o arroz, vamos plantar o feijão. Além da produção do feijão em si, ele ainda ajuda a recompor os nutrientes da terra que ao longo de 8 anos nunca mais recebeu nenhum benefício para melhorar a qualidade da terra”, disse o secretário adjunto de agricultura, Antônio José.

Incentivar o homem do campo a desenvolver sua atividade e aumentar a produção! Esse é o diferencial no Governo de Ducilene Belezinha, que só no ano passado, mandou mecanizar 530 linhas de terra. Agora estamos percorrendo cada localidade que recebeu o benefício tudo sem nenhum custo ao agricultor, para conferirmos de perto os resultados do trabalho. Só aqui no povoado Nova Belém, foram 47 linhas aradadas e o resultado é a satisfação dos produtores. 

“Nós dependemos dela e ela ajudou nós bastante do jeito que era pra ser, porque na época passada nós tinha a despesa do óleo e hoje ela pagou tudo e foi tudo ok. A safra desse ano foi melhor, mesmo com o inverno fraco. E isso se deve a terra que foi mecanizada e isso facilitou nosso trabalho”, declarou o agricultor, Zedequias Lima dos Santos.

Com os campos verdes e produzindo o pequeno produtor fica satisfeito e estimulado a continuar na terra. A atenção que o governo de Belezinha tem para com esse setor vai além de ações de entrega de sementes. O trabalho consiste também no monitoramento das áreas para se buscar recursos de melhorar e aumentar ainda mais a produção.

“ Os produtores rurais no governo da Belezinha estão tendo uma atenção especial e a comunidade Nova Belém está sendo contemplada com essa ação. Foi feito o preparo do solo, eles fizeram o plantio e agora estão na colheita. No período de pousio, nós vamos manter esse solo coberto e logo após com o sistema do feijão porque além de ele ter um retorno econômico, ele é também um conservante do solo. Ele vai repor os nutrientes que foram tirados pela cultura do arroz para que no próximo ano essa produção seja bem maior”, explicou o engenheiro agrônomo, Lindomar Siqueira da Silva.